quinta-feira, 17 de novembro de 2016

REVIEW #09 - CHAMELEON





Olá!

Continuaremos seguindo a linha marker, e hoje vamos falar hoje sobre um produto que foi a febre de 2014 – As Chameleon Pens! Aposto que você viu aquele vídeo na internet, da caneta mágica que fazia lindas gradações de cores sozinho? Quer dizer, um marcador que faz a gradação de cores perfeita pra mim? Uau! Quero pra ontem!





As Chameleon Pens foram lançadas pela empresa britânica homônima especializada em marcadores.  A empresa recebeu um prêmio Red Dot de Design desse ano pelo produto, e ele foi a sensação da internet quando foi lançado. Nós testamos uma cor da Chameleon, e vamos dar nosso veredicto hoje!

A primeira impressão que temos é: quem nunca usou marcador vai ter um pouco de trabalho com essa aqui. Primeiro por que a lógica é bastante parecida, você tem que trabalhar rápido. Mas a própria concepção da Chameleon a torna um pouco mais... complexa.
Ela funciona assim:  A caneta tem duas pontas (uma ponta bala, mais densa e uma ponta pincel finíssima, maravilhosa) e uma “câmara de mistura”. Dentro desta câmara, há uma carga de toner sem cor – um blender também à base de álcool que serve para diluir a tinta depositada na ponta da caneta. Quanto mais tempo esta ponta com blender passar em contato com a ponta da caneta, mais diluída a tinta da caneta vai ficar! O inverso também é possível, apesar de não desejável. Se você deixar a caneta de cabeça pra baixo, a tinta vai escorrer para dentro do blender e manchá-lo!

O processo em si (que dá pra samplear com uma copic normal e um colorless blender) é em parte mágica, em parte física e à princípio bem difícil de controlar. Se você deixar tempo demais as duas pontas em contato, talvez a tinta se dilua muito e você não consiga chegar na cor que quer... Se deixar tempo de menos, a tinta fica escura demais!! É um drama até você conseguir se aclimatar ao tempo da caneta. 



No próprio site da Chameleon há inúmeros vídeos e tutoriais ensinando como usar a caneta, e inclusive tabelas que relacionam quanto tempo as pontas devem ficar em contato para cada efeito.  A caneta é um pouco difícil de domar no começo,  e exige bastante treino para ser usada no seu potencial máximo. Além do mais ela é melhor para trabalhos pequenos. Quanto maior for a área a ser coberta, mais vezes você vai ter de fazer o processo “pontas em contato/espera com a caneta em pé para a tinta não escorrer para o blender/ testa pra ver se diluiu o suficiente/pinta/a mágica acabou/começa tudo de novo”.
A variedade de tons que cada cor pode alcançar




 Pessoas mais apressadas não se dão muito bem com esse ritmo quebrado de trabalho, e até os mais desapegados podem se frustrar com o tempo  que demora para terminar um desenho.  E pra finalizar, por ser um produto muito recente e importado, a Chameleon chega à nossas mesas de trabalho com um preço um pouco salgado... Mas como uma boa brand de marcadores, ela possui muitos kits variados para cada consumidor, com pontas removíveis, recargas de tintas e uma paleta de cores linda! 



Então, se você já consegue se virar com marcadores e tem grana pra testar um material novo, a Chameleon é uma ótima novidade. Mas se você está apenas ingressando nesse universo, talvez seja melhor investir em outros materiais mais básicos.


Espero que tenham gostado do review de hoje, e até a próxima!

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