quinta-feira, 1 de junho de 2017

#QuemIlustra - Arturo Elena



Olá artistas! Estamos de volta!


Hoje estamos trazendo um pouquinho do trabalho do Arturo Elena, um ilustrador de moda incrível! Ele é de origem espanhola, nasceu em 1958 na cidade de Teruel, mas já ganhou o mundo com seu traço inconfundível, poses (olha só, esse é o tema da nossa próxima oficina! corre!) e cenas divertidas, além do domínio da pintura de volumes e texturas (alerta de oficina também! Fiquem ligados!)



                                                                               



Arturo já trabalhou para diversas revistas e marcas, como Elle e Chanel. Além disso, recebeu vários prêmios em reconhecimento ao seu trabalho como artista e desde 1998 trabalha como professor no Istituto Europeo di Design.




    

Como foi difícil escolher essas poucas imagens (quase impossível),  vocês podem olhar mais dessas ilustrações únicas nos perfis oficiais dele:



E não se esqueçam de dar uma olhada nos nossos perfis  também, para mais informações sobre as oficinas que estão chegando!


Instagram: bolsaartemoda

terça-feira, 29 de novembro de 2016

REVIEW #10 - Hahnemühle Mangá



Olá!
No review de hoje, falaremos sobre o material mais polêmico de todos: O papel!





Testamos um papel para mangá da Hahnemühle,uma empresa alemã, que tem uma tradição secular na manufatura de papéis. Ela fabrica papéis desde 1584, sempre se alinhando com novas técnicas e materiais, e tem !

Este papel é recomendado para marcador, nankin e pena, técnicas típicas de HQ e mangá, com gramatura de 80gsm. Testamos o nosso com dois tipos diferentes de marcadores, à base de álcool e à base de água!



Percebam como a mistura fica mais uniforme no lado certo!
Primeiro, a maior parte dos papéis para marcador tem um avesso e um direito, e com o Hahnemühle não é diferente. Uma das faces é mais lisa do que a outra, menos permeável. Este lado mais liso, geralmente significa uma é a cobertura impermeabilizante que impede que a tinta vaze para fora do papel.











Testamos dos dois lados, e o resultado é parecido nos dois, quando se trata de marcadores à base de álcool. Mesmo no lado correto, o papel não absorve rápido, o que desacelera um pouco o processo de pintura... Usando marcadores da ProMarker (que liberam muito mais tinta que qualquer marcador copic) você precisa esperar um pouco para adicionar mais veladuras, senão corre o risco de acumular tinta e acabar com o sonho daquela cobertura uniforme. Nos primeiros testes para a ilustra, a tinta do Promarker que eu usamos para o fundo se acumulou de tal forma, que ficou com um efeito aquarelado.

Usamos marcadores à base da água da Tombow e o resultado foi muito mais satisfatório. O papel recebeu muito bem as camadas de marcador.  Ele tem gramatura um pouco mais alta que a dos seus concorrentes – não dá aquela sensação de que o papel vai rasgar caso você forçe muito a mão, mas o ponto de saturação dele é bem baixo, comparado à outros papéis que testamos. Conseguimos apenas 5-6 camadas, e ele já estava soltando “pelinhos”.



Ele é um pouco difícil de fazer a mistura – precisei da ajuda do blender da Tombow durante todo o processo de pintura, por que a tinta pega muito bem já na primeira camada. O tom dele não é tão off-white, ele é mais amareladinho, e isso enriquece muito as cores!


Espero que tenham gostado, e em breve, temos mais agito aqui no nosso blog!

Até a próxima!

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

REVIEW #09 - CHAMELEON





Olá!

Continuaremos seguindo a linha marker, e hoje vamos falar hoje sobre um produto que foi a febre de 2014 – As Chameleon Pens! Aposto que você viu aquele vídeo na internet, da caneta mágica que fazia lindas gradações de cores sozinho? Quer dizer, um marcador que faz a gradação de cores perfeita pra mim? Uau! Quero pra ontem!





As Chameleon Pens foram lançadas pela empresa britânica homônima especializada em marcadores.  A empresa recebeu um prêmio Red Dot de Design desse ano pelo produto, e ele foi a sensação da internet quando foi lançado. Nós testamos uma cor da Chameleon, e vamos dar nosso veredicto hoje!

A primeira impressão que temos é: quem nunca usou marcador vai ter um pouco de trabalho com essa aqui. Primeiro por que a lógica é bastante parecida, você tem que trabalhar rápido. Mas a própria concepção da Chameleon a torna um pouco mais... complexa.
Ela funciona assim:  A caneta tem duas pontas (uma ponta bala, mais densa e uma ponta pincel finíssima, maravilhosa) e uma “câmara de mistura”. Dentro desta câmara, há uma carga de toner sem cor – um blender também à base de álcool que serve para diluir a tinta depositada na ponta da caneta. Quanto mais tempo esta ponta com blender passar em contato com a ponta da caneta, mais diluída a tinta da caneta vai ficar! O inverso também é possível, apesar de não desejável. Se você deixar a caneta de cabeça pra baixo, a tinta vai escorrer para dentro do blender e manchá-lo!

O processo em si (que dá pra samplear com uma copic normal e um colorless blender) é em parte mágica, em parte física e à princípio bem difícil de controlar. Se você deixar tempo demais as duas pontas em contato, talvez a tinta se dilua muito e você não consiga chegar na cor que quer... Se deixar tempo de menos, a tinta fica escura demais!! É um drama até você conseguir se aclimatar ao tempo da caneta. 



No próprio site da Chameleon há inúmeros vídeos e tutoriais ensinando como usar a caneta, e inclusive tabelas que relacionam quanto tempo as pontas devem ficar em contato para cada efeito.  A caneta é um pouco difícil de domar no começo,  e exige bastante treino para ser usada no seu potencial máximo. Além do mais ela é melhor para trabalhos pequenos. Quanto maior for a área a ser coberta, mais vezes você vai ter de fazer o processo “pontas em contato/espera com a caneta em pé para a tinta não escorrer para o blender/ testa pra ver se diluiu o suficiente/pinta/a mágica acabou/começa tudo de novo”.
A variedade de tons que cada cor pode alcançar




 Pessoas mais apressadas não se dão muito bem com esse ritmo quebrado de trabalho, e até os mais desapegados podem se frustrar com o tempo  que demora para terminar um desenho.  E pra finalizar, por ser um produto muito recente e importado, a Chameleon chega à nossas mesas de trabalho com um preço um pouco salgado... Mas como uma boa brand de marcadores, ela possui muitos kits variados para cada consumidor, com pontas removíveis, recargas de tintas e uma paleta de cores linda! 



Então, se você já consegue se virar com marcadores e tem grana pra testar um material novo, a Chameleon é uma ótima novidade. Mas se você está apenas ingressando nesse universo, talvez seja melhor investir em outros materiais mais básicos.


Espero que tenham gostado do review de hoje, e até a próxima!